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Lagartas causam danos em pastagens no oeste paulista

Embora a incidência do problema seja no interior de São Paulo, pastagens em todo o país também podem correr o

Pecuaristas estão de olho nas lagartas que voltaram a tirar o sono dos produtores da região oeste do estado de São Paulo. Essas pragas estão atacando e comendo o pasto que serviria de alimento, principalmente para o gado. De acordo com o zootecnista da Soesp – Sementes Oeste Paulista, o doutor em forragicultura, Diogo Rodrigues, o período de chuva favorece as condições ideais para a rápida multiplicação da praga.

As lagartas são consideradas pragas ocasionais em pastagens, mas quando estão em altos níveis populacionais têm o potencial de reduzir a quantidade de forragem disponível. Segundo o especialista, o estabelecimento do pasto é o momento mais afetado pelos ataques. “Por isso é importante estar atento às áreas de pastagens, pois a rápida identificação da praga lhe permitirá um controle mais eficiente e evitará futuros danos econômicos à atividade”, explica Diogo.

No Brasil, as duas espécies responsáveis pelos ataques são a Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) e a Curuquerê-dos-capinzais (Mocis latipes). A primeira, também conhecida como lagarta militar, tem ciclo biológico que compreende quatro fases: ovo, lagarta, pupa e adulto. Em média, essa espécie precisa de três dias para a incubação dos ovos, gerando lagartas. Esta fase dura de 16 a 20 dias e é quando ocorrem os maiores danos. “Mas, à medida que se desenvolvem, passam a consumir as folhas a partir das bordas para o centro, destruindo-as por inteiro e causando grandes prejuízos”, aponta Rodrigues.

Já a Curuquerê-dos-capinzais se diferencia facilmente por causa da sua locomoção, levantando o dorso como se estivesse “medindo palmos”. Seus ovos são colocados sobre as folhas, com a eclosão das lagartas ocorrendo após um período de 7 a 12 dias. A fase larval dura cerca de 25 dias.

Para o zootecnista, o fator mais importante com relação ao monitoramento das áreas é entender que os ataques ocorrem tanto no momento do estabelecimento das pastagens quanto naquelas já estabelecidas,  mas é quando atacam no estabelecimento, ou seja, nos primeiros dias da germinação, que o prejuízo pode ser bastante grande. Por isso, o cuidado nessas áreas deve ser maior.

Outro ponto importante, segundo o profissional, é que se uma lavoura vizinha da pastagem for composta por capim resistente ao ataque das lagartas, “elas podem migrar para o pasto, e não escolhem entre panicum ou brachiaria, causam sérios danos às duas variedades”. Vale lembrar, ainda, que ataques de lagartas também podem ocorrer em lavouras como milho.

Ao eclodirem os ovos na pastagem, as lagartas, sejam de qual espécie for, já começam a consumir a folha de capim até completar seu crescimento. Estudos indicam que cada uma delas consome em média 14 mil mm² de folha de capim até a fase adulta. “Por isso, é muito importante monitorar o pasto, principalmente se as sementes de pastagem estiverem germinadas há poucos dias, e ficar de olho nas mariposas adultas – afinal, serão elas as responsáveis por depositar os ovos”, explica Rodrigues.

Esse monitoramento das mariposas também pode ser feito com armadilhas de luz negra ou de feromônio, assim o tempo para agir é maior (depois de percebido um aumento populacional de mariposas). “Se perceber aumento no número de mariposas, espera-se que ocorra um aumento na população de lagartas no campo 2 a 3 semanas depois, possibilitando fazer o controle”, finaliza o profissional da Soesp.

De maneira geral, a quantidade de 50 a 100 lagartas por metro quadrado já justifica o início das operações de controle. De forma biológica, produtos microbianos à base de Bacillus thuringiensis são utilizados para o controle de Curuquerê-dos-capinzais. Há ainda outros testes que utilizam fungos como Beauveria bassiana, que em experimento conduzido se mostrou eficaz.

Quimicamente, para a Lagarta-do-cartucho (do milho), o controle deve ser à base de fosforados, clorofosforados, carbamatos e piretroides, entre outros. Para mariposas pode ser usada isca preparada com 1 kg de melaço, 10 litros de água e 25 gramas de metomil.

Com a Curuquerê-dos-capinzais, o controle feito para as ninfas pode ser feito usando thiamethoxam ou carbofuran granulados, aplicados de um dos lados da touceira. Já para adultos é recomendada a aplicação de um inseticida seletivo que não atinja inimigos naturais da cigarrinha, como carbaril, triclorfon e malation. Sempre consulte um profissional para a aplicação e manuseio correto destes materiais.

Fonte: Soesp

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