ABCB se posiciona sobre búfalos na Reserva do Guaporé e pede abordagem técnica para o caso em Rondônia
Entidade pede abordagem técnica e afirma que situação não representa a bubalinocultura produtiva brasileira
A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) emitiu nota oficial sobre a presença de búfalos na Reserva Biológica do Guaporé, em Rondônia. A entidade defende que o caso seja tratado como um desafio ambiental específico e localizado, sem associação com a bubalinocultura conduzida de forma técnica e produtiva no Brasil.
Segundo a ABCB, os animais na região têm origem em iniciativas de introdução produtiva da década de 1950, quando búfalos foram levados ao estado para fomentar a produção de carne e leite. Com a descontinuidade dessas ações, parte dos rebanhos passou a se reproduzir sem manejo, controle sanitário ou acompanhamento zootécnico, formando populações não manejadas em áreas que hoje integram unidades de conservação.
A entidade reconhece que animais sem controle populacional ou sanitário podem gerar impactos ambientais e riscos à sanidade, independentemente da espécie. Para a ABCB, o enfrentamento do caso exige estudos técnicos, monitoramento ambiental, critérios científicos e protocolos adequados de bem-estar animal, com atuação coordenada dos órgãos competentes.
A associação reforça que a bubalinocultura regular no Brasil segue práticas organizadas de manejo produtivo, bem-estar animal e controle zootécnico, voltadas à produção de carne, leite e derivados em diferentes regiões do país. A ABCB se coloca à disposição para contribuir tecnicamente com o debate e apoiar a construção de soluções viáveis e responsáveis.
NOTA OFICIAL
A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) acompanha com atenção a situação envolvendo a presença de búfalos na Reserva Biológica do Guaporé, em Rondônia, e reforça que o caso não representa a bubalinocultura brasileira conduzida de forma técnica, produtiva e responsável.
Os animais existentes na região têm origem em iniciativas de introdução produtiva realizadas na década de 1950, quando búfalos foram levados ao estado com o objetivo de fomentar a produção de carne e leite. Com a descontinuidade dessas ações ao longo do tempo, parte desses animais passou a se reproduzir sem manejo, controle sanitário ou acompanhamento zootécnico, formando populações não manejadas em áreas que hoje integram unidades de conservação.
A ABCB reconhece que a presença de animais sem controle populacional, reprodutivo ou sanitário, independentemente da espécie, pode gerar impactos ambientais e riscos sanitários. Por isso, entende que a situação observada em Rondônia deve ser tratada como um desafio ambiental específico e localizado, que exige avaliação técnica, critérios científicos, respeito à legislação ambiental e protocolos adequados de bem-estar animal.
A entidade ressalta que a bubalinocultura regular no Brasil segue práticas de bem-estar animal, eficiência econômica, manejo sanitário, controle zootécnico e acompanhamento produtivo. Trata-se de uma atividade organizada, voltada à produção de carne, leite e derivados de qualidade, com importância econômica e social em diferentes regiões do país.
Nesse contexto, a ABCB considera fundamental que o enfrentamento do problema seja conduzido pelos órgãos competentes com base em estudos técnicos, monitoramento ambiental e sanitário, controle populacional e mitigação dos impactos identificados.
A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos coloca-se à disposição para contribuir tecnicamente com o debate, por meio do compartilhamento de conhecimento sobre manejo de bubalinos e apoio à construção de soluções viáveis, responsáveis e alinhadas ao interesse público.
Por fim, a ABCB reafirma que a situação registrada na Reserva Biológica do Guaporé não deve ser confundida com a bubalinocultura produtiva brasileira, mas compreendida como um caso complexo, decorrente da ausência de controle ao longo do tempo, que exige atuação coordenada, técnica e institucional.
Renata Lippi | Canal Rural





