Rio Grande do Sul chega ao Mundial Brangus 2026 como favorito a liderar o evento com a maior delegação de animais
Com +50% dos animais Brangus registrados no Brasil, o RS ao Congresso Mundial como principal potência genética da raça
O Rio Grande do Sul deve chegar ao Congresso Mundial Brangus 2026 com um feito inédito: a maior delegação de animais entre todos os estados participantes. A projeção é do presidente do Núcleo Brangus Sul, Gabriel Barros, que acompanhou de perto as inscrições recém-encerradas e estima que mais de 50% dos animais nas pistas do Mundial sejam gaúchos. “Se esses números se confirmarem, teremos a maior representatividade do evento”, destaca.
O resultado não é surpresa. O estado já concentra mais da metade de todos os animais Brangus registrados no Brasil, consolidando sua posição como o principal celeiro genético da raça no país. O Mundial acontece de 10 a 23 de março, em Londrina (PR), e o Núcleo Brangus Sul leva uma delegação à altura desse protagonismo.
A edição deste ano acontece em um momento favorável para a pecuária brasileira. Com Austrália e Estados Unidos enfrentando dificuldades para manter volumes de exportação, o Brasil avançou sobre mercados que antes não eram seus. “Quem compra carne brasileira, prova e reconhece a qualidade”, afirma Barros, que aponta a capacidade de produção em escala e a adaptabilidade da Brangus a diferentes climas como os grandes diferenciais competitivos do rebanho nacional. “O Mundial será uma grande vitrine para mostrar essa realidade.”
Gira técnica percorre fazendas referência no RS
Antes de Londrina, o Rio Grande do Sul já entra oficialmente no roteiro do Mundial. A Associação Brasileira de Brangus realiza uma gira técnica por quatro propriedades referência no estado: GAP e Tellechea & Associados, em Uruguaiana; Sigma Brangus, em Santana do Livramento; e La Estancia, em Pantano Grande.
A seleção das fazendas levou em conta tradição, volume de animais, tempo de trabalho com a raça e localização estratégica. “São propriedades que carregam história e consistência produtiva”, resume Barros.
Renata Lippi – Canal Rural





