Supercria Regenerativa promete aumentar lucro em até 30% e transformar a pecuária de cria em 2026
Método desenvolvido pelo instituto Inttegra combina manejo de pastagem, recuperação do solo e tecnologia
para gerar até R$ 2.400 por hectare ao ano e colocar o bezerro como principal gerador de caixa da fazenda.
A pecuária de cria tem um novo protocolo no radar para 2026. Batizado de Supercria Regenerativa, o método foi apresentado por Antônio Chaker, diretor do Instituto Inttegra, durante entrevista ao Giro do Boi, e promete mudar a lógica de produção nas fazendas brasileiras com resultados financeiros expressivos: aumento de até 30% na margem de lucro e faturamento de até R$ 2.400 por hectare ao ano.
O coração do protocolo está na combinação entre gestão rigorosa, recuperação da saúde do solo e um manejo de pastagem que prioriza o consumo da ponta do capim. A lógica é simples: pasto de qualidade gera nutrição de excelência, que impacta diretamente os índices reprodutivos, especialmente nas categorias mais desafiadoras do rebanho.
Na prática, a estratégia alimentar se baseia no comportamento seletivo do gado, com mudanças diárias de piquete para garantir que os animais sempre tenham acesso ao capim no ponto ideal. Para viabilizar essa rotina sem sobrecarregar o produtor, Chaker aposta na tecnologia como aliada. “O uso de quadriciclos e cercas elétricas móveis torna a mudança diária de pasto uma tarefa rápida e atrativa”, afirma. A aposta também mira a sucessão familiar: simplificar a lida no campo é visto como caminho para atrair as novas gerações para o negócio.
O protocolo ainda exige planejamento forrageiro sólido, com entre 6% e 20% da área da fazenda reservada para alimentação estratégica, como silagem e capim diferido, para proteger as matrizes durante a transição entre seca e águas, período crítico para a reprodução.
Para Chaker, a cria regenerativa é um método multifatorial que vai além do pasto. Transformar o bezerro no principal gerador de caixa da fazenda exige atenção simultânea ao solo, à genética e, acima de tudo, às pessoas que tocam a operação no dia a dia. “A inovação no manejo diário é essencial para garantir a sustentabilidade econômica e ambiental do negócio”, conclui.
Renata Lippi – Canal Rural





