Carne bovina e suína avançam nas exportações em março; frango recua
Dados da Secex mostram desempenho misto nas vendas externas de proteína animal até a segunda semana do mês
As exportações brasileiras de carnes registraram desempenho misto no acumulado até a segunda semana de março, com dez dias úteis computados. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e mostram avanço consistente na carne bovina e suína em relação ao mesmo período de 2025, enquanto a carne de aves apresentou leve recuo na média diária exportada.
Na carne bovina, a média diária exportada chegou a 11.567 toneladas, alta de 2,11% ante as 11.328 toneladas registradas em igual período do ano anterior. Na parcial do mês, os embarques somam 115.678 toneladas. O destaque fica por conta do preço médio por tonelada, que alcançou US$ 5.765,02, valor 17,64% superior aos US$ 4.900,41 registrados no mesmo intervalo de março de 2025, reflexo da valorização da proteína brasileira no mercado internacional.
A carne suína registrou o maior crescimento relativo entre as três proteínas. A média diária embarcada foi de 5.726 toneladas, aumento de 6,02% em comparação às 5.401 toneladas do mesmo período de 2025. Na parcial de março, os embarques totalizam 57.264 toneladas. O preço médio ficou praticamente estável, em US$ 2.514,24 por tonelada, ligeira alta de 0,05% frente aos US$ 2.513,06 registrados um ano antes.
Já a carne de frango foi a única a apresentar retração. A média diária ficou em 22.675 toneladas, recuo de 1,73% frente às 23.074 toneladas do mesmo intervalo de 2025. O volume total exportado até o momento alcança 226.760 toneladas. Ainda assim, o preço médio por tonelada avançou 1,76%, passando de US$ 1.792,46 para US$ 1.823,95, o que ameniza o impacto negativo do volume menor embarcado.
O cenário reflete o momento favorável vivido pela pecuária brasileira. Segundo dados da Abiec, o Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina há mais de uma década, e a valorização consistente do preço médio por tonelada, registrada tanto em fevereiro quanto nas primeiras semanas de março, aponta para uma demanda internacional aquecida, especialmente da Ásia e do Oriente Médio, principais destinos da proteína nacional.
Renata Lippi | Canal Rural





