Boi gordo: mercado registra negociações acima da referência; veja cotações
Mercado opera acima da referência com oferta limitada no primeiro trimestre
O mercado físico do boi gordo abriu a semana em clima mais tranquilo, mas as questões envolvendo a guerra no Oriente Médio seguem presentes. O governo, no entanto, flexibilizou a certificação para exportação de carnes para a região. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a sinalização do presidente norte-americano Donald Trump de que o conflito aparenta estar próximo do fim, somada à declaração de que pretende assumir o controle sobre o estreito de Ormuz, tranquilizou a logística global e oferece a perspectiva de normalização da corrente de comércio.
Diante do quadro anêmico de oferta que ainda marca o cotidiano do mercado durante o primeiro trimestre, houve necessidade de realizar negócios acima da referência média para viabilizar compras. As cotações médias da arroba do boi registradas foram: São Paulo a R$ 349,83; Goiás a R$ 330,18; Minas Gerais a R$ 344,41; Mato Grosso do Sul a R$ 339,89; e Mato Grosso a R$ 338,04.
No mercado atacadista, os preços apresentaram estabilidade no início da semana. Iglesias destaca que mesmo a entrada dos salários na economia tem sido insuficiente para justificar novos reajustes dos preços da carne bovina, que já atingiu um patamar que afasta boa parte dos consumidores brasileiros, em especial as famílias com renda entre um e dois salários mínimos. Os cortes seguem precificados com o quarto dianteiro a R$ 20,50 por quilo, o quarto traseiro a R$ 27,00 por quilo e a ponta de agulha a R$ 20,50 por quilo.
No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,42%, sendo negociado a R$ 5,1652 para venda e a R$ 5,1632 para compra, com oscilação entre a mínima de R$ 5,1529 e a máxima de R$ 5,2864 durante o dia.
Renata Lippi | Canal Rural





