1ª mulher leiloeira rural do Brasil retoma o martelo dia 27 de Novembro.

Após um longo tempo afastada das atividades leiloeiras, Patrícia Cáceres retorna às atividades leiloeiras e reestreia amanhã em leilão virtual.

Patrícia Cáceres, a primeira mulher leiloeira rural do Brasil, que estreou na atividade em 1988, então com 18 anos, ao lado do pai, Pedro Paulo Gonçalves, retomará o martelo, depois de longo tempo afastada e dedicada à profissão de fonoaudióloga. A reestreia acontecerá no leilão virtual da 1ª Feira de Terneiros Búfalos da Fronteira Oeste gaúcha que acontece amanhã, dia 27 de novembro às 20h, com transmissão pelo Lance Rural.

Na ocasião, serão leiloados 500 animais. O leilão está a cargo do Escritório Guará, de Rosário do Sul, fundado por Gonçalves na década de 1960. Patrícia e o irmão Rafael decidiram continuar o trabalho desenvolvido por décadas pelo pai, reconhecido leiloeiro e pecuarista, falecido em dezembro do ano passado.

Patrícia diz que, afirma ter sido a primeira mulher leiloeira rural do Brasil, permanecendo, décadas depois, sendo a única representante feminina na atividade. Na sua carreira consta o fato de também ter sido pioneira como leiloeira em leilão realizado no Uruguai.

A criação de búfalos, atividade tradicional na Fronteira Oeste gaúcha, só agora ganhou um evento anual, com a 1ª Feira do Terneiro Búfalo. O plantel de animais é composto de machos e fêmeas das raças de búfalos presentes no estado (murrah, mediterrâneo e jafarabadi).

Da safra 2021, nascidos entre janeiro e abril, basicamente, os terneiros têm peso estimado de 180 a 200 quilos. A precocidade, a produtividade e a longevidade são qualidades dos bubalinos que beneficiam os produtores da espécie.

O leilão tem apoio da Ascribu (Associação Sulina de Criadores de Búfalos), presidida desde o início de setembro pela primeira mulher eleita para o cargo, a criadora e médica veterinária Desireé Möller. Em seu mandato, a dirigente quer unir e fortalecer os criadores já existentes e atrair novos à atividade.

A bubalinocultura vive um momento de crescimento no país, tanto na carne – com menos colesterol, menos caloria, menos gordura e mais proteínas e nutrientes – como, especialmente, no leite – naturalmente isento da proteína betacaseína A1, potencial causadora de indigestibilidade e problemas gástricos.

Os laticínios que processam leite de búfala em diferentes estados não estão conseguindo dar conta da demanda, de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Búfalo (ABCB), Caio Vinícius Di Helena Rossato, médico veterinário e sócio-proprietário do laticínio Família Rossato, em Pilar do Sul (SP).

 

Fonte: Agro em Dia

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